201510.13
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Por que vacinar?

Por incrível que pareça, muitas pessoas ainda têm desconfiança em relação às vacinas. Por quê?  Os motivos podem estar relacionados desde informações incorretas ou imprecisas sobre o assunto até o preconceito com o Sistema Único de Saúde – SUS. Infelizmente, a falta de informação pode levar muitas pessoas a não se vacinarem ou não imunizarem seus filhos, acarretando em risco futuro de doenças graves que, muitas vezes, podem levar à morte.

Uma dessas doenças é a vacina contra Influenza (gripe), pois muitos que fazem parte do grupo de risco e que devem se vacinar, como grávidas e pessoas idosas, não procuram imunização e se tornam alvos da doença. Mais recentemente podemos citar a vacina contra o vírus HPV (Papiloma Vírus Humano) que está associado ao câncer de colo de útero.

Por ser uma doença transmitida pelo contato sexual, muitos pais reagem mal à vacina contra o HPV, como se imunizar as meninas de 9 a 13 anos contra o vírus significasse, necessariamente, um incentivo à vida sexual dessas crianças. Uma bobagem que pode custar caro! As razões que levam alguém ao início da vida sexual, sem dúvida, são outras que não uma vacina. Vacinar é essencial, pois previne o desenvolvimento de doenças graves.

O Brasil possui um dos melhores programas da vacinação do mundo, que oferece imunização gratuita e de qualidade contra diversas doenças, além de garantir o armazenamento adequado e seguro das doses de vacina. Desde 1973 o Programa Nacional de Imunização facilitou o acesso da população brasileira às vacinas, inclusive contribuindo para erradicação de doenças como a poliomielite e a rubéola, respectivamente em 1989 e em 2009.

A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir doenças. O Ministério da Saúde oferece, gratuitamente, vários tipos de vacinas e promove campanhas para manter a saúde pública do país, com objetivo de erradicar, eliminar e controlar as doenças imunopreveníveis. O Brasil possui tecnologia de ponta na produção de vacinas que, além de abastecerem o sistema público de saúde, são exportadas para mais de 70 países.

Toda criança, quando nasce, recebe um cartão de vacinação para controlar as vacinas que a mesma já tomou. Esse documento contém dados de peso e tamanho que devem ser preenchidos pelo médico nas consultas de rotina. Até os dez anos de idade as crianças recebem todas as doses de vacina necessárias na infância. Depois, na idade adulta, a vacinação continua nas campanhas específicas (como febre amarela, gripe, tétano, dentre outras) e conforme a necessidade de atualização da vacina. É melhor prevenir do que remediar! Pense nisso.

Foto: Anna Lúcia de Almeida.
Publicado originalmente no blog Immagine.